Pular para o conteúdo principal

O quanto estamos dispostos a desacelerar?
Prevalece o chegar antes, o não perder tempo
Almoçar um lanche, jantar outro parecido
Correr de um lado para outro, deitar e dormir
E o dia passou. E o que restou?
As pendências do dia seguinte? Sim, algumas.

Refletir sobre o conteúdo do dia
Pensar sobre os ganhos das últimas horas,
Sejam eles não-financeiros
Trazem respostas válidas para que amanhã seja mais produtivo
Seja mais planejado
E assim, mais vivido.

O viver precisa ser repensado
As 24 horas precisam ser replanejadas
E o investimento em vida deve estar em alta nas próximas gerações.
Além da bolsa, dos fundos e rendas
O que se come, como se gasta, energia que se queima
As amizades, o social, a qualidade da vida qe se leva
Devem entrar no balanço do mês, do ano, da década
Para que o continuar vivo não seja sofrimento.

O clichê saúde em primeiro lugar
Há tempos deixou seu posto
E o trabalho assumiu o poder.
Mesmo a expectativa de vida subindo
O tempo de vida aumentando
A qualidade está na curva contrária
E ainda há tempo. Consciência e atitude.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Nossos contras e prós

Contrastes. Contradições. Contratempos. Contrafluxo. ContraCultura. Contrasistema.  Contravenção. Os dias felizes podem estar contra padrões. E há o desejo de que eles sejam normalizados. Começou o mês 4. Começou o ano astrológico com Áries. Começou e recomeçaram ciclos de vidas e reencontros.  Começou a permissão dos retornos às essências. Lá dentro um bem-estar danado, na alma uma vibração amorosa. Na consciência um peso com base no modelo social. Na pele, as células pulsando com o coração. O que está havendo aí dentro? Revolução. A reivindicação é felicidade.  Há justiça e direito nesse pedido.  Não há nada ali dentro, na verdade. Há sentidos.  Você está sentindo, sem se cobrar entender. Você está latejando, sem precisar nomear do que se trata. O pulso ainda pulsa para todos, mas a sensibilidade necessita da permissão.  Se autopermitir é a ousadia de querer viver. E a ausência de normas e contratos. Expande a consciência elástica Irreversível e inegociáv...

Vivendo Moema

Por algumas semanas tive o privilégio de experimentar viver na bela Moema O metro-quadrado cada vez mais valorizado na capital paulista, adorado pelos jovens E construído por uma velha guarda apaixonada pelo bairro. Líder no ranking de IDH em São Paulo e a segunda renda média da cidade Lugar de finos botecos, apartamentos milionários, carros de luxo, clínicas bem frequentadas Academias de ponta, padarias deliciosas, ruas arborizadas e um clima aconchegante que o dinheiro compra, e paga-se muito caro por tudo isso. Viver em Moema por esses 60 dias foi um refúgio de um momento de reformas do meu atual lar Uma saída temporária que resultou numa qualidade de vida ímpar, desejada. Mesmo dormindo e acordando em menos de 40 metros quadrados Voltei a origem da minha vida em Sao Paulo, próximo ao Teatro Imprensa Quando vivi a vida do Centro paulistano. Moema me proporcionou acordar depois das 8h30 Ir ao trabalho de bicicleta, percurso de 10 minutos Sem gran...

Sutilezas de raras 24 horas

Dá pra ser tudo, mesmo tendo a possibilidade de acabar em nada. Até porque nunca é nada. Ser já basta. Permitir-se é ação de quem deseja sentir. Logo, arriscar-se é o risco de ser feliz, ou relembrar ter acessado a felicidade. Dar-se a chance de sentir-se viva, sentir a vida pulsar. Vivenciado em seu ápice o inexprimível em palavras. Mesmo a mente tendenciando à enganação com sinais do não. Lá foi ela contrariando a lógica, e portanto, fatos positivaram-se e tudo aconteceu. A saudade era o elemento para o fogo dos primeiros minutos. A intimidade escancaramente se reabriu e ali, o que já existia se reascendeu. Lá estavam eles, entre cantos, contos, espiritualidade, amorosidades, lençóis, músicas e histórias. Não há planos, porque o plano mesmo é não ter plano linear. Sonhos sim, esses rechearam o emaranhado de breves horas intermináveis.  As ancestralidades que mesclam culturas, as afinidades que demonstram intimidade. De um lado, um desejo escondido sobre a orientalidade. De outro,...