Pular para o conteúdo principal

A praça que eterniza uma vida


Passaram-se 6 meses da partida
E frutos brotaram de uma passagem que se eternizou
O cara vivia de eventos, aventura e impossibilidades
Barba por fazer, caelos longos grisalhos, 4 filhos, 3 netos e uma ex atual eposa, guerreira
Após os 50 este ser resolveu largar os protocolos e vida cotidiana
Para realmente aproveitar um estilo de vida jamais imaginado
Nem tudo foram rosas
E muito rock 'n roll regou suas viagens e encontros motociclisticos
A paixão por motores gerou a fundação de um motoclube
E uma legião de seguidores de todas as gerações, o tinham como líder

O final foi sofrido
Marcante o suficiente para dar tempo de uma reflexão
Que o estilo escolhido, à ferro e fogo
Não fora uma tão boa opção para uma vida longíqua e saudável
O limite era aquele
O maldito câncer foi mais forte e proliferou ao longo de 12 meses
E mesmo diante da morte
Os planos continuavam mesmo sobre uma cama do Instituto do Câncer
E houve tempo de despedida de todos, aos 62
Seu último evento foi ouvir a vibração do estádio do Pacaembú, da janela do hospital
Num clássico Palmeiras e Corinthians
E ele odiava futebol

E por tantos momentos inusitados
Por atrair um público diferenciado e beberrão para a cidade de Bertioga
As autoridades decidiram homenageá-lo
Seja por estratégia política prevendo 2012
Seja por respeito e admiração por uma figura tão ímpar
O fato é que o marco foi feito
Sr. Ettore ganhou uma praça
Um espaço até então esquecido
Que ganhou flores, cores, monumento, cápsula do tempo, muitas palmas e lágrimas.
O que fica é a alegria dos momentos empolgantes
Das inúmera vezes em que afirmamos juntos "nós podemos"
Do Mato Grosso à Santa Catarina sobre duas rodas
Lembranças de uma vida sem controle, mas vivida intensamente ao seu modo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nossos contras e prós

Contrastes. Contradições. Contratempos. Contrafluxo. ContraCultura. Contrasistema.  Contravenção. Os dias felizes podem estar contra padrões. E há o desejo de que eles sejam normalizados. Começou o mês 4. Começou o ano astrológico com Áries. Começou e recomeçaram ciclos de vidas e reencontros.  Começou a permissão dos retornos às essências. Lá dentro um bem-estar danado, na alma uma vibração amorosa. Na consciência um peso com base no modelo social. Na pele, as células pulsando com o coração. O que está havendo aí dentro? Revolução. A reivindicação é felicidade.  Há justiça e direito nesse pedido.  Não há nada ali dentro, na verdade. Há sentidos.  Você está sentindo, sem se cobrar entender. Você está latejando, sem precisar nomear do que se trata. O pulso ainda pulsa para todos, mas a sensibilidade necessita da permissão.  Se autopermitir é a ousadia de querer viver. E a ausência de normas e contratos. Expande a consciência elástica Irreversível e inegociáv...

Vivendo Moema

Por algumas semanas tive o privilégio de experimentar viver na bela Moema O metro-quadrado cada vez mais valorizado na capital paulista, adorado pelos jovens E construído por uma velha guarda apaixonada pelo bairro. Líder no ranking de IDH em São Paulo e a segunda renda média da cidade Lugar de finos botecos, apartamentos milionários, carros de luxo, clínicas bem frequentadas Academias de ponta, padarias deliciosas, ruas arborizadas e um clima aconchegante que o dinheiro compra, e paga-se muito caro por tudo isso. Viver em Moema por esses 60 dias foi um refúgio de um momento de reformas do meu atual lar Uma saída temporária que resultou numa qualidade de vida ímpar, desejada. Mesmo dormindo e acordando em menos de 40 metros quadrados Voltei a origem da minha vida em Sao Paulo, próximo ao Teatro Imprensa Quando vivi a vida do Centro paulistano. Moema me proporcionou acordar depois das 8h30 Ir ao trabalho de bicicleta, percurso de 10 minutos Sem gran...

Sutilezas de raras 24 horas

Dá pra ser tudo, mesmo tendo a possibilidade de acabar em nada. Até porque nunca é nada. Ser já basta. Permitir-se é ação de quem deseja sentir. Logo, arriscar-se é o risco de ser feliz, ou relembrar ter acessado a felicidade. Dar-se a chance de sentir-se viva, sentir a vida pulsar. Vivenciado em seu ápice o inexprimível em palavras. Mesmo a mente tendenciando à enganação com sinais do não. Lá foi ela contrariando a lógica, e portanto, fatos positivaram-se e tudo aconteceu. A saudade era o elemento para o fogo dos primeiros minutos. A intimidade escancaramente se reabriu e ali, o que já existia se reascendeu. Lá estavam eles, entre cantos, contos, espiritualidade, amorosidades, lençóis, músicas e histórias. Não há planos, porque o plano mesmo é não ter plano linear. Sonhos sim, esses rechearam o emaranhado de breves horas intermináveis.  As ancestralidades que mesclam culturas, as afinidades que demonstram intimidade. De um lado, um desejo escondido sobre a orientalidade. De outro,...