Pular para o conteúdo principal

Postagens

Perdas ou passagens

Noites longas, vida curta E o que verdadeiramente importa? Estar bem, se sentir bem, e fazer o bem. Muitas são as estações, inúmeros planos e ânsias E a interrupção pode ser repentina, pode ser dolorosa ou pode ser anunciada No topo da lista das preocupações de sempre, a saúde. Essa sim é o que preocupa, É o que deve estar intacto para que se possa ter planos, para pensar em futuro. Destino, missão, descanso, cãncer Milhares são as desculpas para a morte O sentimento de perda é resultado do apego Do apego que temos à vida, que destacamos como única O apego que temos à convivência Já que pensar em nunca mais encontrar causa dor, estranheza e revolta. Mesurar a dor impossível, compará-la tão pouco Saudade O que vale após a despedida são as histórias que ficam As experiências vividas e aprendidas As gargalhadas compartilhadas E a sensação de alegria e satisfação pela história que foi escrita. E que após o fio, veio a passagem. O pai daquele que se ama pode ser considerado também o seu....
O quanto estamos dispostos a desacelerar? Prevalece o chegar antes, o não perder tempo Almoçar um lanche, jantar outro parecido Correr de um lado para outro, deitar e dormir E o dia passou. E o que restou? As pendências do dia seguinte? Sim, algumas. Refletir sobre o conteúdo do dia Pensar sobre os ganhos das últimas horas, Sejam eles não-financeiros Trazem respostas válidas para que amanhã seja mais produtivo Seja mais planejado E assim, mais vivido. O viver precisa ser repensado As 24 horas precisam ser replanejadas E o investimento em vida deve estar em alta nas próximas gerações. Além da bolsa, dos fundos e rendas O que se come, como se gasta, energia que se queima As amizades, o social, a qualidade da vida qe se leva Devem entrar no balanço do mês, do ano, da década Para que o continuar vivo não seja sofrimento. O clichê saúde em primeiro lugar Há tempos deixou seu posto E o trabalho assumiu o poder. Mesmo a expectativa de vida subindo O tempo de vida a...

Sonhar é acordar-se para dentro

O que seria da vida sem os sonhos? Apenas uma vida. Sem gosto, sem horizontes. Por isso sonhar se tranforma em alimento para o cotidiano No sentido de continuar trilhando Ânsias e desejos para o amanhã ou daqui a pouco Sem a limitação do hoje e do agora Que logo se tornam passado. Sonhar acordado ou insconsiente O valor do sonho está no desejo Na vontade de ter e ser além da realidade No imaginário, seja paupável ou não. Um dia desses era o fim do mundo No sonho de uma querida pessoa E lá estava eu, nós Juntas no último dos dias. Não era um desejo do fim Mas foi uma forma hilária e inusitada de estarmos juntas Um pretexto para pensar em um possível fim E um assunto para discutir a vida! Sonhar é preciso! Qual seria seu sonho consciente? "Sonhar é acordar-se para dentro" - Mario Quintana
1936.  Já passada a maioridade Mesmo após seus 300 anos São Paulo era apenas uma cidade Sem pretenções de títulos E com uma Avenida Paulista modesta, calma e limpa Hoje, quinta maior do mundo Referência em helicópteros Referência em violência Carreira, aperto, gastronomia de primeira, confusão, contrastes Milionários e mendigos lado a lado Eis que chega 2011 Com 11 milhões de habitantes E 3 milhões tentando se mover no metrô todos os dias Mais uns tantos nos trens E ali estou eu Entre os opostos, de Heliópolis ao Iguatemi Um grande vale em educação e incertezas Um enorme desrespeito Desigualdade a flor da pele, do lixo ao luxo. A indignação é legítima A mudança pode ser uma ânsia, mas os movimentos são lentos O vale só aumenta A selva de pedras além de intransitável Se torna cada vez mais inabitável.
A essência Uma alma, comportamentos diversos Questões de minutos A ânsia de ser cada vez melhor Conhecimento Saber calar, ouvir, aprender e ensinar. Apenas um sim Transformar sempre Crescer e conhecer Acomodar jamais Mudar quando incomoda Se mudar quando se quer mais Respirar para aliviar Se sentir vivo além de estar! Aprender a sorrir. Dividir para ganhar. Photo by Nádia - november 2010

O capitalismo que transcende a religiosidade

E o porque da data nos dias de hoje? E a comercial continuidade? A Páscoa era para ser a festa mais importante do catolicismo. E de uns anos para cá a lembrança da Ressurreição de Jesus Cristo resulta em pacote de viagens, rodovias lotadas e semi-férias. Páscoa, Easter, Pessach, Ostern. Logo a imagem de um coelho, que advém da fertilidade e em paralelo ovos pintados com cores brilhantes que representam a luz do sol. E o chocolate? Nenhuma relação. Uma solução comercial. Uma delícia, um incentivo ao consumo, um costume. E quantos outros porques passam desapercebidos e sem respostas pelos 365 dias? E o senhor José Joaquim da Silva Xavier? O mineiro que entregou a própria vida em uma quase-revolta separatista entre Brasil e Portugal pelas terras de Minas Gerais e levou o póstumo título de herói brasileiro. Quantos outros heróis existem ao longo dos 511 anos e este tem o seu dia com pouquíssimas lembranças do seu povo? E a data de 22 de abril, com a chegada do senhor Cabral e...
Há luz. Há aqueles que desistem e existem aqueles que acreditam Diante de uma multidão de desesperançados A força nasce para aqueles que conseguem ver a vida além dos fatos. Uma dor, a coragem A insistência pela vida E a vida sobre alguns fios. Há os que a deixam passar E existem outros que a agarram como única e imperdível Não é somente destino Deixar a vida lhe levar não se chega em muitos lugares O grande maestro dessa orquestra é cada um, responsável por um corpo e por uma mente No novo amanhecer de cada dia Novas expectativas Sonhos e realidades Vida, acima de tudo!