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A vida até aqui...10 anos de história!

Três segundos inusitados Duas pessoas, um destino, uma escola de inglês Um estudante e uma secretária Dia 8 de abril ela começou um trabalho bacana numa escola bacana de pessoas bacanas Lá interior, Bauru, cenário de tudo Era outono de 2003, ela nos cursinhos e vestibulares E ele já no rumo, UNESP, fim da Engenharia Civil. Nele, ela viu um rostinho bonito, um menino família, contador de histórias e muito inteligente Se entusiasmou pela recomendação de não se entusiasmar E naquela mesma noite, numa festa da USP, o romance começou Ele com 25, ela aos 20, ariana, sonhadora, sem querer mas já se apaixonando Poderia estar cheia de planos para uma juventude prolongada, festas, facul, vida louca, mas não O escolheu...ou foi escolhida, ninguém sabe definir isso ao certo, mas foi assim. Capítulo 1 - O namoro Durou pouco mais de um ano, suficiente para conhecer, se envolver, sorrir e chorar juntos e separados Vida de motociclista, pouco planejamento, viagens ali por perto Vida simples, salár...

A arte da vida é viver, e nessa estrada sigo, celebrando, plantando e colhendo.

Entra assunto, sai assunto e a vontade de expressão me instiga e me cala O tempo é sempre o vilão, as 24 horas que me dispõem jamais cobrem tudo que desejo realizar. Pois bem, já foram as eleições para o líder dessa cidade, Isis já engessou o braço Um dos maiores sentimento de culpa, nata de mãe, me invadiu Já sorri e chorei, tantas idas e vindas no mundo cinza O Santo da novela se foi, um amigo de infância também subiu para um outro plano Mesmo sem vínculos, um vazio me veio e abalou Me empolguei e desanimei em segundos, com ônus e bônus a cada mudança nos traz Cuido de tudo, gosto de quase todos, integro, interajo E falta atenção, à mim E como num piscar de olhos, seja estética ou saúde, uma luz surgiu Abri mão de um almoço tranquilo, diário. Pra quê? E para completar a correria do meu dia, mais um plano anual comprometido Uma nova fase recomeça, em busca da auto estima, estima-se Atureis caras feias, simpatizse com outras mais belas E aí surgem uns, somem outros, ...

E lá vai ela, crescer com a escola, e eu....

O tempo passou? Não, voou, decolou, e a hora chegou. "Ai". Hora do desapego, precoce momento de entregar sua cria para o mundo e se sujeitar a passar mais de 10 horas distante do maior amor da vida, em prol do lado profissional da vida, para se ocupar, produzir, gerar renda e assim, garantir qualidade de vida com recursos. "Será?" É um momento contraditório, mesmo sendo pela segunda vez É uma separação dolorida, uma preocupação constante ao entregar o tesouro mais precioso da minha existência nas mãos de uma equipe profissional sem vínculos familiares ou afetivos. Mas o afeto vem, surge, nasce, o carinho se desenvolve e um amor incondicional também cresce dentre aquelas que tem a missão de cuidar dessas nossas crias tão ricas e preciosas. Laís começou no berçário junto à irmã Junto porque acredito que o vínculo de irmandade deve ser constante E a opção de berçário porque não confio fielmente em alguém para ficar sozinha com minha pitica linda da mãe, e n...

Vida, vida, vida. Obrigada!

E lá está ela, reclamando porque as coisas não saem como planejado Ah, sim, e desde quando a rotina de mãe tem direito a ter planejamento? E como pode-se garantir horários e compromissos tendo seres indefesos para cuidar? Sacode o lençol, levanta dessa cama e vamos em frente! Agradeça. Simplesmente agradeça a plena saúde de suas crias Agradeça os dias maravilhosos neste seu território sem guerra, dilúvios, enchentes, sem lama. Agradeça a fartura da sua mesa, o companheirismo dentro de casa A gritaria por alegria e os chororôs de felicidade. Lamurie menos, agradeça muito mais. Olhe ao redor, encare a realidade do mundo, converse com amigos E realmente perceba os tons de verde da grama ao lado O verde não é mais verde ali Inclusive há dias com sol, com chuva, trovões e raios Há todo tipo de céu em todas as famílias E é o céu que te dá o tom do verde Cuide da sua grama e cultive bons sentimentos por ela. Repare nos detalhes Atente-se ao caos do mundo, a violência das...

40 semanas de gestação - 10 meses grávida?

Sim, a normalidade ronda os 10 meses de gravidez e fui mais uma simples protagonista dessa apreensão que algumas mães vivenciam e que na grande maioria das vezes tem um final feliz, uma história saudável, apenas inundada de ansiedade da mãe e toda a família envolvida, além dos amigos, colegas, palpiteiros e demais relacionamentos que temos. E o momento mágico chega, que se mistura a uma dor insuportável, mas que passa, e o medo de todo o procedimento que de simples não tem nada. A apreensão acaba após algumas horas de esforço e tensão, que no meu caso, nesta segunda vez, durou 3 horas, e ao se deparar com a perfeição da geração de uma vida, só sobra amor e uma desgastante rotina que se inicia, mas sendo a segundinha filha, já sabia o que estava por vir. Então bora "arregaçar" as mangas e abraçar a causa. A saúde estava perfeita, pré-natal adequado, exames dentro da normalidade mas o que me afligia ao chegar no 9º mês era: por que ela não está pronta? Tendo apenas uma...

A segundinha é bem mais fácil!

E mesmo diante dos medos e incertezas, mas com a convicção de que a formação de uma família é algo pra toda a vida que supera os obstáculos mundanos, a segundinha apareceu. Gravidez de segunda viagem realmente se provou por A mais B que é mais simples, fácil, sem frescuras, traumas ou neuroses que dificultam este momento tão mágico e especial que é a geração da vida. Claro que tal estágio de sobriedade e entendimento só foi possível após a espera de quase 9 meses pela minha primeirinha ISIS, em 2012, cuja gestação me provocou algumas náuseas e azias, uma "gorfada fenomenal e inesquecível" no Shopping Iguatemi de Alphaville, e me estimulou a muita leitura e pesquisa sobre o que fazer, o que não comer, cuidados com pele, corpo, mente, trabalho, carreira, temas físicos e psíquicos que me encheram a cabeça antes e pós-parto. Fui parar por um ano na terapia, tentando me entender, compreender o momento, o marido e os outros. Pedi pro mundo parar para eu descer, dramatizei ...

Tempo, mãe, tempo, filha

E o que dizer do tempo? Tempo, tempo, tempo, mano velho... A falta dele é porquê das ausências, falhas, desgostos e desamores Cultivar a beleza da vida, suavizar os dias com aromas e sabores, tê-lo a ser favor, tempo Dentre dias alegres e tortos, em meio à tentativas de acertar errando Cá estamos, com o terço da vida completo Feliz e triste com o tempo, pelo que passou e pelo que ainda me falta Contente, relutante pela doação, isenção, plenitude e vazio E a primavera que se inicia traz cor O florescer de um novo ciclo toma forma a cada nova palavra solta Um aprendizado constante com tuas reações, caras e bocas, satisfação e manha E no balanço desse berço, a delicadeza da maternidade, do início dela Transforma-se no cotidiano tempestivo, de risos, choros e coros Uma fase de se auto-conhecer Buscar no eu mais profundo, a razão, a dádiva de ter gerado um novo ser Ser humano, ser mãe, ser mulher, ser tudo ao mesmo tempo E o tempo de...